sexta-feira, 9 de novembro de 2012

The letter I won't write you....

Gritar para o computador, para o papel, aquilo que te quero dizer mas não digo.
Para quê?
Para que não vejas o que me fizeste.
Uma vez mais sozinha, abandonada, enganada.
Enganada? por quem?
Talvez por mim.Eu própria, que acreditei, como sempre acredito, que tudo é possivel.
Eu que caio sempre no erro de acreditar em quem diz as palavras que destroiem mundos e começam guerras.
o problema é que sou só eu que acredito.
E já entendi que não sei, talvez não valha a pena.
Preciso de sair, conhecer pessoas novas, preciso de ar fresco na minha vida.
Mas nem tenho vontade de sair de casa.
Nem de me mexer.
Nem de nada.
Quero dormir. Acordar e ter sido tudo um sonho mau, descobrir que afinal estás ali ao meu lado.
Não vai acontecer.
Então quero dormir mais. Dormir para sempre.
Simplesmente encostar.me para não voltar a acordar, um lento e fácil desaparecer de tudo o que me dói.
Doi-me o coração, apunhalado outra vez pelas minhas próprias ilusões de que um dia alguém se importaria o suficiente.
Dói-me os olhos, de tanto chorar por ti. Eu que prometi não voltar a chorar por ninguém.
Estou cansada,preciso de dormir para não sofrer mas mesmo assim estou em pânico, se apago o suficiente para descansar então atacam-me os pesadelos, onde não posso fugir nem esconder-me, onde peço a tua ajuda e acabas sempre por te ir embora. E eu que me desenrrasque.
Iludi.me. pensei ser alguém por quem valeria a pena fazer algum esforço. Mostraste-me que não sou.
Pensei, e acreditei, que fossemos capaz de ultrapassar tudo. Que iamos sobreviver o suficiente para passarmos a viver. Que ía haver pequenos gatinhos pretos a correr numa quinta com árvores de todos os frutos. Mas eu tinha de ser estupidamente romântica não é?
Pedi-te atenção, pediste-me tempo.
E dei-to. dou-te o tempo que achares que precisas.
Sugiro que fiquemos algum tempo sem falar. concordas. Porquê?
Quem me dera que não fosses capaz de estar sem me falar. mas és. Talvez eu tivesse razão, talvez não me ames.
Os meus sonhos romanticos fazem-me ter aquele pedacinho de esperança no impossivel. Espero pelo dia em que me apareças à frente de joelhos, com flores nas mãos, e simplesmente me peças desculpa e me peças de volta. Talvez eu volte. Hell, se fosse já amanha talvez eu não pensasse duas vezes.
Mas não vai acntecer. Para isso, terias de te importar. Tu não te importas.
Tanto que não te importas que me deixaste sozinha.
Ah pois, supostamente só vai ser oficial quando estivermos frente a frente.
Vou dar o meu melhor para ser fria. Para mostrar que não quero saber, e assim talvez não te sintas culpado por me fazer sofres. Vou dizer-te "olha-me nos olhos e faz-me acreditar que não me amas mais" quando na realidade espero secretamente que me abraçes, que digas que estavas a brincar, que me segures mesmo que eu te empurre, que me segures com força para que eu saiba que, mesmo se partir, tu estás ali para me segurar....Espero secretamente que me digas que foi um erro magoar-me assim e que tudo o que queres é compensar pelo que fizeste, que me amas e nunca me vais deixar....
Mas as minhas esperanças secretas de nada valem, pois o mais certo é não acontecerem nunca. Não te esqueças que sou céptica e realista/pessimista. Braga muda toda agente. Podes ter sido verdadeiro antes quando dizias isso, mas agora parece que foi tudo mudando. È comer e beber e fumar e foder. E eu sou apenas um empecilho nesse teu caminho de perfeita auto-destruição. Desculpa se nunca vou perceber essas teorias. Para mim, tudo o que acontece sob o efeito de alguma coisa é simplesmente....vazio. Tudo aquilo que as pessoas fazem por beber ou estarem alteradas, toda a amizade, tudo...é vazio. Não significa nada,nunca significará. É apenas pura auto-destruição. e não custa a quem o faz,mas sim a quem se importa.
Porque o fazes? Isso é desistir. só os fracos desistem. Tu não és assim, tu já venceste coisas piores. Por favor deixa-me perceber o que se passa, deixa-me ajudar. Será a culpa minha? Penso que nunca fui o suficiente....
São 3 da manha...vou talvez dormir e sonhar que ali estás. Talvez tudo corra bem e amanhã não acorde.