quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Tou no ponto em que me sinto capaz de te fazer tudo o que te magoe. Não quero falar contigo. a muito que deixaste de ser o daniel, es apenas um demónio com os olhos parecidos. Fui demasiado parva e n vi o que estava a acontecer. Não te quero nem ver, mentiroso, traidor. Agora pedes desculpa mas já não adianta. Encontra no meu olhar de ódio a raiva que senti. Encontra no meu desprezo, a memória. Encontra um talvez num nunca. Esquecete que tudo o que quero é que faças o que eu fiz. Ajoelhate aos meus pés a pedir desculpa, implora, sacrifica-te. Apenas para que eu possa fazer o que tu fizeste, ignorarte, desprezar-te, recusarte ou gozar contigo. Volta a fazê-lo, talvez te abraçe. Talvez não. Mas mataste toda a minha capacidade de confiar, não esperes muito... Não vou ser eu a dar o braço a torcer por algo que não fiz.

23-02-2009 domingo a noite

Deitada tenho frio...frio de abraços. As lágrimas correm-me pela cara sem qualquer som: eterno sofrimento silencioso. Fecho os olhos, imaginando que me abraças e confortas...dói. Dói saber que não é verdade. Não me vais confortar, nem sequer estás ali. Quem és tu? Olhos azuis, cinzentos, verdes, liquidos, sólidos, frios, quentes. Tenho até medo de olhar. Imagino-me nos teus braços despida de mascaras, para logo depois me perder em memórias à muito esquecidas... Tudo acabou e ninguém ouve o grito da minha alma morta, condenada à solidão. Quero uma mão que diga que não estou sozinha, alguém que me ajude a levantar do chão do labirinto escuro da minha mente. Mas eles não vêm nem ouvem nem sabem, e tudo continua igual naquela encruzilhada em que, ajoelhada e abraçada a mim, espero por alguém.