Lua branca, redonda, cheia.
Sentada na areia, limito-me a olhar para as ondas tao constantes.
Numa eternidade que dura um instante, vejo os teus olhos escuros postos em mim.
Os fios que me ligam ao mundo tornam-se visiveis, mas desaparecem na presença do mar.
Sento-me na areia e tudo desaparece: sons, cheiros, vozes e imagens. Conversas presentes e passadas daqueles tão próximos e tão distantes.
Não penso em nada, ou talvez pense em tudo.
Os olhos lacrimejam, talvez devido ao sol.
Aqui ninguém me vê e sou insignificante, mas não me importo.
Posso ser eu e lembrar os sonhos que se desmoronaram como castelos de areia, ilusões que crianças inexperientes teimam em construir apenas para serem destruidas pela realidade.
De alguma maneira fecho os olhos e voo, deixando-vos para trás.
Esqueço os fios, a luz e a escuridão...sou eu, sou livre, sou leve.... e tua.
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