domingo, 12 de setembro de 2010

Aroma frio da noite

Talvez um pouco de liberdade, mas só talvez. 
Quero estar lá fora mas não me é permitido.
Quero escrever e não posso. Dói-me a barriga, a cabeça.
Penso em fugir de quem me faz sentir em casa, mas não de mão dada. 
Nunca de mão dada.
Penso nas estrelas que merecem que as contemple e no doce aroma frio da noite.
Tortura que me chama, vento frio e humidade.
E se gritasse? 
E se lhe dissesse que desceu na minha consideração, e se me permitir, por uma vez, olha-la como mais fraca?
 Não me perdoará, nem ela nem eu.
Mas valerá a pena contestar a posição de lider por um punhado de caprichos?
A noite atrai quem lhe apresenta o coração aberto. 
Mas como se quebra?
Um pequeno demónio estará sob o jugo da sua feiticeira até que esta o entenda.
O que pode uma reles pseudo-vampira fazer?
Pensará ela ainda em tais assuntos?
Não.
Não porque uma assassina é moldada para não ter esperança.
Vai minha imagem, vagueia perdida no caminho da montanha.
Não olhes o teu destino, põe um pé a frente do outro, não pares nem olhes para trás.
Mãos sujas de sangue, doridas de tantos quantos magoaste.
Porventura saberão que não esqueceste os corações que esfaqueaste?
 Mas tu não precisas, ou não queres precisar de mais nada, apenas de ti.
Só tu te seguras, sem deuses nem amigos nem amor nem ninguém.


Vampira assassina, serva da lua
tua casa é a noite, tua dor é só tua.

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